Design Thinking na gestão de projetos da sua empresa

Design Thinking

A palavra “design” tem fácil associação com “criação” e “inovação”, certo? A partir disso, um novo conceito desenvolveu-se para se unir à gestão de projetos da empresa.

Design está associado a estes conceitos por ser o estudo das metodologias utilizadas para projetos de criação. É fácil inovar através do design porque estas metodologias permitem que o projeto seja visualizado antes da sua criação.

Design thinking é uma metodologia criada para tornar estes processos de visualização de projetos acessíveis a um público que decidiu se especializar em outras áreas, mas entende o valor do design em seus projetos na busca por inovação.

Vamos conversar um pouco neste artigo sobre como você pode aplicar essa metodologia no seu negócio.

O que é Design Thinking?

O termo Design Thinking surgiu nas Universidades de Harvard e de Stanford. Como designer, o vejo de forma bem literal. Ele foca em ensinar para o público o “pensamento do design”. Ou seja: a abordagem que os processos de design adotam para resolver um problema.

A questão é que existem muitas metodologias de design, desenvolvidas para solucionar problemas em diversas áreas de projetos. Arquitetura, por exemplo, é o estudo do design de artefatos habitacionais.

O design thiking traz os conceitos universais que guiam todo projeto de design que são aplicáveis a qualquer tipo de projeto para que você possa utilizá-los.

Além disso, nele você encontra uma estratégia de grande sensibilidade, muitos processos de brainstorm, elementos visuais e outros fatores que vamos apresentar a você.

Colaboração

Esse é um processo totalmente colaborativo. O design sempre busca analisar opiniões, referências, práticas consolidadas e, principalmente, a visão de todos envolvidos no projeto, outros atuantes do nicho, e a do público alvo..

A intenção é considerar todas as possibilidades e perspectivas envolvendo seus projetos.

Experimentação

Design sempre favorece experimentação. Criar alternativas e testá-las é muito importante. Não é porque você desenvolveu algo que funciona que tem a melhor solução para o problema em suas mãos.

Metodologias de design sempre buscam criar o máximo de alternativas possíveis, analisando todas elas, e testando para ver quais resolvem melhor o problema proposto. Dessa forma, muitas vezes encontram-se ramificações e detalhes do problema a ser resolvido que não foram percebidos antes.

Além disso, ao experimentar, você também pode acabar encontrando alguns benefícios extras que sua solução pode trazer para o público alvo.

Empatia

Todos sabemos que precisamos considerar bem o público alvo para qual estamos desenvolvendo algo. Metodologias de design usam diversos processos metodológicos para poder estudar e compreender melhor o público alvo.

Pesquisas, estudos e análises são extremamente importantes, porque muitas vezes consideramos apenas o nosso ponto de vista ao desenvolver algo, mesmo sem perceber. Quando pensamos no público, se não usarmos um bom processo metodológico para levantar informações, ainda podemos facilmente ficar presos na nossa perspectiva da experiência dele.

É preciso ter processos imparciais, que não influenciam os resultados, para poder ter uma visão clara e real do ponto de vista do público alvo.

Design Thinking

Como essa estratégia pode ajudar na gestão de projetos?

Como já dito antes, o Design Thinking é uma metodologia criada para aplicar conceitos e processos metodológicos de design por especialistas de outras áreas em seus projetos. A gestão de projetos não é diferente, e pode utilizar esta metodologia em suas estratégias.

Ideias de projetos

Antes de tudo, é preciso ter uma noção clara do que você pode oferecer. Seus recursos e soluções possíveis que pode trazer ao mercado. Em outras palavras: qual área você atua e como sua expertise pode ajudar outras pessoas.

Não estamos falando para você ter uma solução pronta aqui, este é apenas o começo. Apenas tenha consciência do seu potencial. Esta etapa é desenvolver a consciência do que você pode ou não oferecer, para saber os projetos que você deve ou não aceitar.

Nem sempre o sucesso está nos projetos que você aceita. Muitas vezes, uma grande jornada de sucesso é definida pelos projetos que você decide dizer não.

Identifique as necessidades do mercado e grupos de usuários

Agora você vai começar a analisar o mercado. Dentre o que você pode oferecer, o que ele precisa? Muitas vezes você será procurado pelo público que atende para desenvolver um projeto, outras terá que prospectar e fazer o seu “pitch” para tentar conquistar um projeto.

De qualquer forma, você precisará conhecer bem o mercado e os grupos de usuários que existem dentro do público alvo para quem você estará projetando uma solução. Diferentes grupos podem desejar soluções diferentes para um mesmo problema. Quem são as pessoas que você irá atingir com sua solução?

Conhecer o seu público alvo é essencial. Principalmente com o ambiente de rápidas mudanças e inovações em que vivemos hoje, onde seu projeto pode começar promissor, e o problema que ele propõe solucionar pode não existir mais quando o trabalho estiver finalizado.

Transforme necessidades em especificações de produtos.

Nesta hora, a metodologia “job to be done” é extremamente útil. Ela fala sobre o trabalho a ser feito que todo produto tem. Parece algo óbvio, mas não se engane, um estudo é necessário para entender o real trabalho a ser feito do seu produto.

McDonalds precisou gastar muito tempo para entender que o Milk Shake não vende pelo seu sabor, ou por ser uma bebida, mas por ser uma comida conveniente para ser consumida no trânsito, entre casa e trabalho, dando uma boa sensação de satisfação que dura até próximo da hora do almoço, sem mutias chances de se sujar ou sujar o seu carro.

Freebreeze, um produto que retira qualquer odor indesejado de um local como passe de mágica, foi quase um fracasso, por acreditar que seu trabalho era eliminar odores. Não é por isso que as pessoas usavam o produto, porém, porque quem mora em casas com odores (como fumantes e donos de gatos), não são afetados por eles, pois, o corpo se adapta a sua presença. As pessoas usavam o produto porque desejavam uma sensação de limpeza no local.

Entender o seu “job to be done” é a diferença entre sucesso e falha. Depois de milhões e muito tempo gasto com o Freebreeze, sem sucesso com vendas no mercado, após o projeto ser quase fechado, o fabricante percebeu que adicionar uma fragrância suave solucionaria o problema. Completaria, na mente do usuário, o “job to be done” do produto, e traria a desejada sensação de limpeza ao ambiente.

Conheça todas as necessidades do público alvo que seu projeto deseja solucionar, e transforme elas em especificações para o seu produto. Depois analise exaustivamente a interação dos usuários com seu produto em testes, e descubra se o produto está cumprindo seu “job to be done”.

Crie protótipos

Quando começar a desenvolver seu projeto, não siga uma linha reta para a solução; crie protótipos. Como falamos antes, testar é muito importante. Não apenas uma só solução, mas diversas.

Não podemos desenvolver vários produtos por completo e testar todos eles para ver qual é o melhor, porém. É preciso criar protótipos.

Pense no conceito de MVPs (mínimo produto viável), e veja quais são os MVPs que se relacionam melhor com o público, melhor solucionam o problema e mais satisfazem o “job to be done” para o projeto.

Construa a arquitetura do produto

Após identificar qual linha de pensamento melhor se encaixa com o seu projeto, está na hora de desenvolver mais seu MVP ao construir a arquitetura do seu produto. Todas as especificações definidas no seu projeto, agora precisam ser incorporadas em seu MPV.

Crie um mapa a ser seguido onde novos requerimentos possam ser construídos sobre os outros. É como criar uma base para o produto final, onde novos blocos serão adicionados de acordo com o seu desenvolvimento, sempre buscando apresentar uma solução viável para o problema, mesmo que não resolva 100% dele de início.

Isto é muito importante porque irá permitir que você continue testando e incrementando sua solução. Além disso, muitas vezes, será possível vender esta solução parcial para o mercado, principalmente se seu projeto estiver inovando em alguma área.

Analise as possibilidades de inovação

Inovar é muito importante. Quando buscamos criar uma solução que o mercado já tem, fazemos uma escolha de usar nossos recursos para solucionar um problema que já foi solucionado. É preciso de muito esforço para criar uma solução melhor, que resolva de forma mais completa o problema.

Quando inovamos, buscamos causar uma disrupção no mercado que irá nos levar a um novo nicho de atuação, ainda inexplorado. Por isso Start Ups são tão atrativas para investidores: elas buscam inovar, criando mercados ainda não explorados, onde elas serão, inevitavelmente, o player dominante.

Quais são as ferramentas que possibilitam sua execução?

Existem algumas ferramentas que possibilitam a execução completa desse conceito. O caderno de sensibilização é uma delas, no qual o usuário registra informações importantes para tomadas de decisão.

A entrevista com o cliente também é muito importante para entender o que ele espera daquela solução. Por fim, a criação de personas para representar pessoas fictícias incluídas no público-alvo também permite gerar soluções que agreguem mais valor para o cliente.

O Design Thinking, diante de todas as questões apresentadas, permite melhorar a comunicação, o engajamento, a visão sistêmica e a adaptabilidade de uma empresa ao mercado. Por isso, é indispensável para quem deseja crescer e posicionar-se melhor em um cenário muito competitivo.

Deseja aprofundar-se nesse processo? Então, descubra mais acerca do Ciclo PDCA e como ele pode ajudar sua empresa!

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