Gráfico de Gantt: 6 motivos para você deixá-lo de lado na gestão do seu projeto

gráfico de gantt

Um dos instrumentos de gestão mais disseminados no meio empresarial sempre foi o gráfico de Gantt, que foca o planejamento das tarefas de um projeto ao longo de um cronograma. Porém, com a evolução das metodologias de gerenciamento, outras ferramentas vêm se firmando no mercado e trazem alternativas que se mostram efetivas.

Um exemplo são os chamados métodos ágeis. Ao contrário dos modelos tradicionais, que fazem com que as saídas sejam empacotadas e repassadas geralmente ao final de um horizonte temporal, a proposta é que haja entregas contínuas, pontuais, mas que representem um valor significativo para o cliente, mesmo antes do término do projeto.

Nesse contexto, enquanto o convencional Gantt demarca marcos de início e fim entre etapas de um projeto, com destaque para o produto final, as soluções ágeis — como o Burndown, um artefato do método Scrum — consideram eventuais mudanças no planejamento e conferem uma flexibilidade que se aproxima mais da realidade do cotidiano da condução de projetos.

Siga a leitura deste post e perceba a diferença entre um método convencional e um ágil no acompanhamento de projetos. Boa leitura!

1. A gestão de projetos com o gráfico de Gantt e com o Burndown

Quando o assunto é planejamento de um projeto, o modelo Gantt é um dos mais aplicados no mercado, já que apresenta uma sequência entre as tarefas necessárias para o alcance de um objetivo e a estimativa de data para finalização de cada uma delas.

Em uma demonstração visual, o gráfico de Gantt traz as atividades, o tempo e os responsáveis por cada uma delas, além da interdependência entre as tarefas e os marcos com entregáveis.

Já quando o foco é o acompanhamento da execução de um projeto, vale a pena considerar a adoção de instrumentos mais vivos, dinâmicos e práticos, como o Burndown.

O gráfico Burndown permite uma visualização clara das atividades de um projeto, sua estimativa de prazos e seu andamento, de modo que o percentual já realizado — ou “queimado” — explicite o quanto ainda falta para se alcançar o alvo.

Na prática, ele acaba sendo mais aderente à rotina de quem gere projetos porque considera que mudanças de planos são naturais e permite que datas finais sejam remanejadas, sempre que necessário uma nova priorização ou quando ocorre um imprevisto. Assim, também fica mais segura a realocação de recursos para atender à situação que se apresenta.

2. O importante é aproveitar as vantagens de cada metodologia

Não se trata de apontar uma ferramenta como eficiente e a outra como insatisfatória. O importante é adotar a ferramenta ideal para cada fase de um projeto.

De acordo com a análise que fizemos no tópico anterior, fica claro que o gráfico de Gantt é bem aproveitado na etapa de planejamento de um projeto. Mas quando é chegado o momento de acompanhar se o planejado está sendo executado, o Burndown assume uma posição muito melhor.

Para exemplificar, imagine um projeto de desenvolvimento de um aplicativo mobile. Um gráfico de Gantt permitirá elencar a cadeia de atividades necessárias, nomear os responsáveis, estabelecer prazos para cada ação e vincular uma tarefa à outra para demarcar a precedência entre elas.

Quando começar a execução do plano, essa visão de datas de início de término taxativas, além de hierarquia entre as atividades, poderá engessar todo o projeto. Isso porque “na prática a teoria é outra”, veja o que pode ocorrer: um colaborador-chave pode pedir demissão, um corte inesperado no orçamento ou insuficiência da infraestrutura de TI.

É por isso que vale a pena investir em uma metodologia mais dinâmica. Veja 6 motivos para adotar o Scrum e seu quadro Burndown:

  1. gerenciamento do tempo e da produtividade de colaboradores;
  2. identificação e correção de problemas;
  3. cumprimento de orçamentos e prazos;
  4. realocação tempestiva de recursos, sempre que necessário;
  5. controle de custos, com gestão de quanto está sendo consumido do orçamento;
  6. medição dos resultados dos projetos.

Para adotar o gráfico de Gantt ou o Burndown, o ideal é contar com a tecnologia. Existem no mercado softwares especializados com recursos visuais intuitivos de acompanhamento do escopo, controle de status das atividades e automatização de processos.

O Burndown é apenas uma das ferramentas do Scrum. Conheça melhor essa metodologia no artigo Ciclo de Vida Scrum.

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