Estrutura Analítica do Projeto: entenda mais sobre ela

estrutura analítica do projeto

Todo projeto gera entregas ao cliente final. Para facilitar a sua visualização você pode utilizar uma ferramenta conhecida como Estrutura Analítica do Projeto (EAP).

A EAP é um arranjo representado por meio de organograma, subdivida em níveis, indo do maior (projeto como um todo) para o menor ( cada trabalho a ser realizado). Ela orientará na elaboração do planejamento e cronograma, e é uma ótima ferramenta de apoio ao gestor do projeto.

Quer saber mais sobre a Estrutura Analítica do Projeto e aprender a criá-la? Continue a leitura e confira!

O que é a Estrutura analítica do projeto (EAP)?

A EAP é um arranjo utilizado para decompor o trabalho total de um projeto em pacotes menores. Assim, fica mais fácil definir e comunicar o escopo, visualizar o que precisa ser entregue, definir o tempo das atividades e alocar ou deslocar custos, recursos ou insumos. O foco aqui é no que precisa ser entregue e não em como será feito.

Seguindo a estrutura hierárquica, o último pacote de um determinado ramo é o serviço que precisa ser realizado, e não poderá ser decomposto mais. Ou seja, a EAP ajudar o gestor a gerenciar melhor o projeto, pois subdivide as entregas e o trabalho em pacotes menores.

Como elaborar uma EAP?

Para uma boa elaboração da estrutura analítica do projeto, seguir alguns passos pode ser de extrema ajuda. Lembre-se também de utilizar substantivos e apenas poucas palavras para montar cada pacote. Abaixo mostramos um passo a passo de como elaborar sua EAP. Confira!

Defina o nome do projeto

O nível zero da EAP será o nome do projeto. É dele que sairá todos os outros ramos.

Inclua os componentes necessários

Inclua abaixo do nível zero todos os componentes necessários ao projeto, isto é, que fazem parte do seu ciclo de vida, como: gerenciamento, encerramento, infraestrutura, implantação etc.

Identifique os subprodutos

Identifique os subprodutos da fase anterior. Não decomponha em demasia, de forma que o tempo de planejamento não traga o benefício esperado.

Lembre-se que cada filho deve ter relação direta com pai. A soma dos níveis inferiores deve resultar no nível superior mais próximo, e um pai não pode ter somente um filho, pois, nesse caso, haverá redundância e não decomposição.

Atribua trabalho

Ao chegar no nível mais baixo da estrutura analítica do projeto verifique se é possível atribuir o esforço a ser gerado — tempo, recurso, insumos — para produzir aquela entrega.

Fique atento para não a detalhar demais. Uma EAP muito aberta poderá gerar confusão na hora de fazer o controle e monitoramento. O ideal é que cada filho tenha no máximo cinco subníveis, aumentando ou diminuindo conforme o tamanho do projeto.

Qual sua relação com outros documentos?

A estrutura analítica do projeto tem relação direta com o escopo contratado. Ela é a decomposição de tudo que será entregue em pacotes visíveis e claros a todos. Por meio dela será mais fácil gerenciar a documentação gerada pelo projeto. Para isso, basta incluir uma caixinha de nome “gerenciamento”, e decompor em quais são os registros necessários.

A EAP é um excelente apoio ao gestor, por isso, ela deve ser bem elaborada e exibida em forma de organograma, facilitando a leitura e compreensão.

Montar a estrutura analítica do projeto é muito importante para realizar um bom planejamento do escopo, custos e prazo. Por meio da EAP  é possível avaliar se está faltando alguma parte do projeto e alocar melhor os recursos disponíveis. Além disso, é mais fácil definir pacotes de trabalhos prioritários, colaborando com o gestor em momentos que é preciso definir prioridades.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o que é a Estrutura Analítica do Projeto, que tal ler sobre “Como fazer o escopo do projeto em 5 passos” para aprender ainda mais sobre o assunto?

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