Gestão de Projetos

Burndown e Burnup: como usar gráficos ágeis para gerenciar projetos no Scrum

17 min de leitura | 08 de abril 2025

No contexto da gestão ágil, acompanhar o ritmo das entregas é essencial para que equipes mantenham foco e produtividade. É nesse ponto que os gráficos burndown e burnup ganham destaque, pois permitem visualizar de forma clara o andamento dos trabalhos. Enquanto o burndown mostra quanto ainda falta para concluir um sprint, o burnup evidencia o quanto já foi entregue, criando uma visão complementar e completa do progresso.

Com essas informações, líderes e equipes conseguem identificar gargalos, antecipar riscos e tomar decisões baseadas em dados confiáveis. Além disso, os gráficos burndown e burnup fortalecem a comunicação dentro do time e com stakeholders, já que apresentam dados complexos de forma simples e acessível. Assim, todos os envolvidos compreendem facilmente o status do projeto e podem alinhar expectativas.

Mais do que ferramentas de controle, esses gráficos funcionam como guias para a melhoria contínua. Ao analisar cada sprint, o time entende seu desempenho, faz ajustes nos processos e evolui de maneira constante. Por isso, dominar o uso de burndown e burnup no Scrum significa unir clareza, engajamento e agilidade, garantindo projetos mais organizados e entregas mais previsíveis.

Por que usar gráfico Burnup e Burndown no Scrum?

Na gestão ágil, visualização é tudo. Ter clareza sobre o andamento das tarefas em tempo real permite que a equipe mantenha o foco, identifique desvios rapidamente e ajuste o curso antes que os problemas se tornem maiores. É exatamente nesse cenário que os gráficos burndown e burnup no Scrum se tornam ferramentas indispensáveis, já que traduzem a complexidade do trabalho em informações visuais simples e objetivas.

Para ilustrar, imagine a equipe da startup fictícia Agilize.me, que está desenvolvendo um aplicativo de controle financeiro. Ao adotar o gráfico burndown, o time consegue acompanhar diariamente quanto trabalho ainda precisa ser concluído dentro do sprint.

Paralelamente, com o gráfico burnup, é possível visualizar com clareza a evolução do que já foi entregue. Essa combinação não apenas mostra o progresso com precisão, mas também reforça a motivação da equipe ao evidenciar conquistas parciais ao longo do processo.

Além disso, os gráficos burndown e burnup fortalecem a comunicação com stakeholders. Ao apresentar dados de forma transparente e acessível, eles criam um ambiente de confiança e reduzem ruídos de comunicação, já que todos os envolvidos entendem facilmente o status do projeto.

Se você deseja se aprofundar ainda mais em práticas ágeis que elevam a performance da sua equipe, recomendamos a leitura do artigo Scrum: como aplicar na gestão de projetos.

 

O que é o gráfico Burndown?

O gráfico burndown é uma ferramenta visual que mostra, de forma clara, quanto trabalho ainda falta para ser concluído dentro de um período de tempo, como um sprint ou até um projeto completo. Ele facilita o acompanhamento diário das entregas, permitindo que a equipe perceba rapidamente se está dentro do ritmo esperado.

Esse gráfico é composto por duas linhas principais:

  • A primeira é a linha ideal, que representa o ritmo constante de entrega caso tudo seguisse exatamente conforme o planejado.
  • Já a segunda é a linha real, que registra o que de fato foi entregue ao longo dos dias.

A comparação entre as duas oferece uma leitura imediata sobre o desempenho da equipe.

 

Gráfico burndown com linhas de desenvolvimento planejado e real, mostrando a quantidade de trabalho restante até o fim do sprint.
O burndown revela se o time está acompanhando o ritmo esperado, ajudando a identificar atrasos ou adiantamentos em relação ao plano inicial.

Para exemplificar:

Imagine a equipe fictícia CodeWave, responsável por um sprint de 10 dias com 50 pontos de histórias para finalizar. No primeiro dia, o gráfico burndown inicia com os 50 pontos. Se a equipe mantiver uma média de entrega de 5 pontos por dia, a linha real acompanhará de perto a linha ideal.

No entanto, se ocorrerem atrasos, a linha real ficará acima da ideal, revelando que o ritmo está abaixo do planejado e que ajustes precisam ser feitos.

O que é o gráfico Burnup?

O gráfico burnup apresenta uma perspectiva diferente do burndown, pois foca no progresso acumulado ao longo do tempo. Em vez de mostrar apenas o que ainda falta ser feito, ele destaca o que já foi entregue, permitindo acompanhar o avanço das entregas de forma contínua e comparativa.

Assim como o burndown, o gráfico burnup é formado por duas linhas principais:

  • A primeira é a linha de escopo total, que representa o volume de trabalho previsto para o projeto ou sprint.
  • Já a segunda é a linha de progresso, que mostra a quantidade de tarefas concluídas.

A interação entre essas duas linhas permite visualizar tanto o ritmo de entrega quanto eventuais mudanças no escopo.

Esse recurso é especialmente útil para equipes que lidam com demandas em constante evolução.

 

Gráfico burnup com linhas de desenvolvimento planejado e real, mostrando progresso acumulado e mudanças de escopo ao longo do tempo.
O burnup evidencia entregas já realizadas e permite acompanhar como o escopo evolui, garantindo transparência e previsibilidade em projetos ágeis.

Exemplo:

Imagine, por exemplo, a empresa fictícia DevExpress, responsável por desenvolver um sistema de agendamento para clínicas. Durante o sprint, o cliente solicitou duas novas funcionalidades.

O gráfico burnup se ajusta automaticamente, exibindo o aumento do escopo total e, ao mesmo tempo, evidenciando que a equipe continua entregando valor de forma contínua. Dessa forma, ele transmite transparência, engaja stakeholders e ajuda o time a manter o foco mesmo em cenários de mudança.

Gráfico Burnup e Burndown no Scrum: entenda as diferenças

Apesar de os dois gráficos terem como objetivo principal acompanhar o andamento do trabalho, o modo como eles representam as informações é bastante diferente. Enquanto o gráfico burndown evidencia a quantidade de tarefas que ainda restam para finalizar o sprint ou projeto, o gráfico burnup destaca o que já foi entregue e como o escopo evoluiu ao longo do tempo.

Na prática, isso significa que o burndown facilita a identificação de atrasos e a necessidade de ajustes de ritmo, enquanto o burnup oferece maior clareza em projetos que sofrem alterações frequentes no escopo. Assim, os dois se complementam e, quando usados juntos, fornecem uma visão muito mais estratégica da realidade da equipe.

A tabela abaixo resume de forma objetiva as diferenças entre burndown e burnup, ajudando você a visualizar em quais contextos cada um se mostra mais eficaz e como podem ser aplicados no Scrum para garantir entregas mais previsíveis e transparentes.

Tabela comparando burndown e burnup no Scrum, destacando foco, clareza visual, mudanças de escopo e quando usar cada gráfico.
A tabela mostra que o burndown é direto para sprints curtos e fixos, enquanto o burnup se destaca em projetos com escopo dinâmico, oferecendo uma visão mais completa.

Como fazer um gráfico Burndown?

Você pode montar um gráfico burndown manualmente em planilhas ou, de forma ainda mais prática, usar um software de gestão de projetos (por exemplo, o FlowUp) para registrar estimativas, acompanhar entregas diárias e visualizar o ritmo do sprint em tempo real.

  1. Liste o trabalho do sprint: relacione todas as tarefas com suas estimativas (em pontos de história ou horas).
  2. Calcule a capacidade e o horizonte de tempo: some o total estimado e defina a duração do sprint (dias úteis). Considere feriados e indisponibilidades para evitar distorções.
  3. Defina os eixos do gráfico: no eixo X, coloque os dias do sprint; no eixo Y, o volume de trabalho restante.
  4. Plote a linha ideal (linha guia): trace uma linha decrescente do total até zero, dividindo o esforço pelo número de dias.
  5. Atualize a linha real diariamente: subtraia do total o que foi concluído e marque o novo ponto. Assim, você enxerga de imediato se o ritmo está acima ou abaixo do planejado.

Como interpretar e melhorar:

  • Se a linha real fica acima da ideal, o time está atrasando; ajuste prioridades, quebre tarefas grandes e remova bloqueios.
  • Se a linha real fica abaixo da ideal, o time está adiantado; valide se as estimativas estavam infladas e, se fizer sentido, puxe itens do backlog.
  • Dica: evite detalhamento excessivo. O burndown serve para visão macro do sprint; controle milimétrico gera ruído e não traz ganho proporcional.

Como fazer um gráfico Burnup?

O gráfico burnup segue uma lógica semelhante, porém mede entrega acumulada. Ele é excelente quando o escopo pode mudar, pois separa claramente o quanto já foi entregue do total a entregar.

  1. Defina o escopo inicial: estabeleça o total do sprint/projeto (em pontos ou horas).
  2. Estruture os eixos: no eixo X, dias do sprint; no eixo Y, pontos concluídos (acumulados).
  3. Plote a linha de escopo total: essa linha é o teto a ser alcançado; se o escopo mudar, ajuste a linha no mesmo instante.
  4. Atualize a linha de progresso diariamente: some as entregas do dia ao acumulado e marque o novo ponto.
  5. Acompanhe a convergência: observe como a linha de progresso se aproxima da linha de escopo; isso evidencia ritmo, previsibilidade e impacto de mudanças.

Exemplo prático:
A equipe SoftTeam usa o gráfico burnup no FlowUp para apresentar ao cliente que, mesmo com novas demandas adicionadas ao longo do sprint, o progresso segue consistente. Como resultado, o cliente ganha segurança nas entregas e o gestor passa a ter visibilidade clara sobre impacto de escopo, velocidade e previsibilidade.

Boas práticas adicionais:

  • Revise estimativas quando houver mudanças significativas de escopo.
  • Registre bloqueios e dependências junto às atualizações diárias para facilitar decisões.
  • Use o burnup em paralelo ao burndown: juntos, burndown e burnup oferecem leitura completa do sprint — esforço restante e valor entregue.

 

Gestora apresentando gráficos de desempenho em um painel digital durante reunião com stakeholders.
Gráficos burndown e burnup tornam a comunicação com stakeholders objetiva, mostrando status do projeto em segundos.

 

Gráfico Burnup e Burndown no Scrum dependem de boas estimativas

Não basta ter um gráfico bem estruturado se as estimativas da equipe não refletem a realidade. Quando tarefas são superestimadas ou subestimadas, tanto o gráfico burndown quanto o gráfico burnup perdem credibilidade, deixando de cumprir seu papel de orientar decisões estratégicas.

Por isso, estimar com precisão se torna parte essencial do sucesso desses indicadores visuais. A melhoria contínua ajuda nesse processo: a cada retrospectiva, o time pode revisar erros de cálculo, identificar padrões e ajustar sua forma de avaliar esforço. Com o tempo, experiência acumulada e alinhamento entre os membros, as estimativas passam a ser mais realistas e confiáveis, tornando os gráficos muito mais úteis.

Dica de ouro: use os históricos de sprints anteriores como base para calibrar as próximas estimativas. Com o FlowUp, esse processo se torna simples, já que a plataforma permite visualizar dados passados de forma clara e rápida. Assim, os gráficos burndown e burnup deixam de ser apenas ilustrações e se transformam em ferramentas estratégicas para gestão ágil.

Existe um poder muito grande na visualização

A mente humana processa imagens com muito mais rapidez do que textos longos ou planilhas complexas. É por isso que os gráficos burndown e burnup no Scrum se tornaram tão valiosos: eles traduzem dados técnicos em uma representação visual simples, acessível e intuitiva. Como resultado, decisões são tomadas com agilidade, a comunicação com clientes se torna mais transparente e o time conquista mais autonomia para organizar suas entregas.

Imagine, por exemplo, o gerente de produto da empresa fictícia ClickLab entrando em uma reunião estratégica. Em apenas 30 segundos, ele mostra que a equipe está dentro do planejado usando um gráfico claro e objetivo. Nenhuma planilha extensa, nenhuma explicação demorada: apenas uma imagem bem construída que transmite a mensagem com precisão. Essa praticidade gera confiança e evita ruídos de comunicação.

Gráfico Burnup e Burndown no Scrum: qual usar?

Não existe uma única resposta para essa escolha. Algumas equipes preferem o gráfico burndown pela objetividade ao mostrar o que ainda precisa ser feito. Outras optam pelo gráfico burnup, que evidencia com clareza as entregas já realizadas e como o escopo evolui ao longo do tempo.

A melhor solução, no entanto, é usar os dois em conjunto. Enquanto o burndown destaca o que falta para alcançar a meta, o burnup mostra os avanços acumulados, inclusive em cenários de mudanças de escopo. Assim, juntos, eles oferecem uma visão completa e equilibrada do progresso, fortalecendo o planejamento ágil e tornando os resultados mais previsíveis.

Profissionais analisando relatórios e gráficos em laptops e documentos sobre a mesa em reunião de projetos.
Softwares de gestão, como o FlowUp, permitem acompanhar métricas em tempo real, incluindo gráficos burndown e burnup, trazendo mais precisão e eficiência para a gestão ágil.

 

Leve seus gráficos ágeis a outro nível com o FlowUp!

Ao longo deste guia, ficou claro que os gráficos burndown e burnup no Scrum são aliados estratégicos para qualquer equipe que busca mais agilidade, visibilidade e qualidade nas entregas. No entanto, para que eles cumpram de fato seu papel, é essencial contar com uma ferramenta que torne o acompanhamento simples, automático e visual.

É justamente nesse ponto que o FlowUp se destaca. A plataforma foi desenvolvida para simplificar a gestão de projetos e dar clareza total ao trabalho em equipe. Além de dashboards completos, ela oferece recursos como acompanhamento de tarefas, estimativas detalhadas, organização de sprints e, claro, gráficos burndown e burnup prontos para usar e compartilhar com o time e stakeholders.

Portanto, se o seu objetivo é entregar com mais previsibilidade, reduzir ruídos na comunicação e tomar decisões baseadas em dados, o FlowUp é a escolha certa.

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Transforme seus gráficos ágeis em resultados reais!

Os gráficos burndown e burnup no Scrum não são apenas representações visuais: eles funcionam como bússolas para orientar equipes, alinhar expectativas e garantir entregas mais consistentes. Quando aplicados corretamente, esses recursos aceleram decisões, tornam a comunicação com stakeholders mais transparente e ajudam o time a evoluir sprint após sprint.

No entanto, para que todo esse potencial se converta em resultados práticos, é indispensável usar uma ferramenta que centralize dados, automatize cálculos e simplifique a visualização. É exatamente isso que o FlowUp oferece, ao disponibilizar dashboards completos, acompanhamento de tarefas, estimativas de esforço, sprints bem estruturados e gráficos burndown e burnup prontos para serem usados.

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